19 de fevereiro de 2013

Polícia prende 147 suspeitos de participação nos atentados em SC


FLORIANÓPOLIS - As diligências feitas pela Força Nacional de Segurança, atuante no Estado desde a madrugada de sábado, 16, junto à Polícia Civil, já resultaram nas prisões de 147 suspeitos de participação nos atentados em Santa Catarina. Maykon Aurélio Saturnino, de 29 anos, foi preso em ação cumprida pela Diretoria de Investigações Criminais (Deic) na madrugada desta terça-feira. Ele foi detido às 4h em apartamento de cobertura no bairro João Paulo, considerado de classe média alta de Florianópolis.
Maykon, conforme o diretor da Deic Akira Sato, suspeito de ser o principal mandante, em liberdade, dos atentados é cunhado de Rodrigo Oliveira, o "Rodrigo da Pedra", conhecido traficante catarinense, um dos líderes da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC)
e incluído entre os 40 presos que foram transferidos para um presídio federal no último sábado. A sogra e a mulher de Rodrigo da Pedra já haviam sido presas no último sábado por suspeitas de participação em atentados. No apartamento de Maykon, a polícia encontrou munição de calibre 9mm de uso restrito.
Desde o último sábado mais de 70 mandados de prisão foram cumpridos durante a Operação Divisas anunciada, sábado passado, pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Entre suspeitos de envolvimento com a PGC e com os autores de atentados estão quadro advogados. Eles serão encaminhados ainda nesta terça-feira para uma sala do 8º Batalhão da Polícia Militar de Joinville, onde há seis dias encontra-se a advogada Fernanda Fleck, presa em janeiro por suposto envolvimento na morte da agente penitenciária Deise Alves. A vítima era esposa do diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara. O assassinato ocorreu no ano passado.
A Agência de Inteligência da PM ainda não associou à onda de atentados em Santa Catarina as cinco ocorrências registradas na noite de segunda e madrugada desta terça-feira. Os ataques foram contra automóveis particulares nas cidades de São Francisco do Sul, Joinville, Canoinhas, Chapecó e Tubarão.
Conforme o Centro de Comunicação Social da PM, as ações criminosas foram isoladas e sem características de atentados. A PM considera como vandalismo os sinistros das últimas horas e cita o caso de São Francisco do Sul onde duas crianças foram vistas por populares fugirem do local onde foi incendiado um carro no terreno de seu proprietário. O tipo de artefato inflamável utilizado - geralmente de pouca combustão - está entre os critérios que fazem a PM descaracterizar as últimas ações. Relatório oficial dá conta que 111 atentados já foram praticados em 36 municípios catarinenses nas últimas três semanas.
Fonte: Estadão

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