17 de novembro de 2011

Campeão mundial de MMA é recepcionado pelo governador Jaques Wagner

O lutador de Mixed Martial Arts (MMA) Júnior Cigano trouxe para a Bahia o cinturão dos pesos pesados do campeonato Ultimate Fight Championchip (UFC) ao derrotar o ex-campeão Cain Velasquez em um minuto e quatro segundos de combate, realizado nos Estados Unidos, no último dia 12 de novembro. Nesta quinta-feira (17), o atleta, campeão mundial de MMA, foi recepcionado na governadoria pelo governador Jaques Wagner.

Durante o encontro, o governador disse reconhecer que, para ser atleta, é preciso sacrifício. “É uma lição de vida e de dedicação, e para nós é motivo de orgulho. Todo esporte é portador da paz, de um comportamento da ordem, porque existem regras para se lutar. Então, eles são portadores de sonhos para muita gente, um sonho muito melhor do que o mundo das drogas, do tráfico”.

Júnior Cigano, natural de Santa Catarina, tem 27 anos e mora em Salvador desde 2002. Ele explicou a sua relação com a luta e com o estado da Bahia. “Eu amo ser lutador e a vitória foi um momento incrível. Eu trouxe o cinturão para a Bahia, lugar onde eu comecei a treinar, que aprendi a lutar e hoje eu me tornei campeão mundial. Sou baiano de coração”.

O treinador de Júnior Cigano, Luiz Dórea, falou sobre os talentos que a Bahia tem produzido nos esportes de luta. “Temos vários, mas entre os mais recentes nós temos Rodrigo Minotauro, campeão do UFC em 2009, Everton Lopes, campeão de boxe em 2010, Júnior Cigano, agora em 2011. A Bahia é privilegiada por ter tantos talentos e tantos resultados. O nosso governo incentiva, gosta do esporte, faz acontecer, então, eu fico muito contente em levar o nome do nosso estado e do nosso país, trazendo mais este título”.

Familiares de usuários de drogas na Bahia terão apoio do programa Amor Exigente

A secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, estará em Salvador nesta sexta-feira (18) para implantação, na Bahia, do programa do governo federal Amor Exigente (AE) para atender familiares de usuários de drogas e comunidades onde vivem. O objetivo é compartilhar as dificuldades, buscar ajuda e a orientação necessária, com o intuito de prevenir o uso e valorizar a relação familiar, transformando-a em fator fundamental na recuperação dos usuários.

A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) é uma das incentivadoras da implantação do programa na Bahia que, este ano, terá apoio financeiro da Embaixada dos Estados Unidos, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad).

O programa é de ajuda mútua e se destaca por ser resultado de experiências vividas pelos próprios componentes das comunidades. O AE atua em todos os estados brasileiros, a partir de 12 princípios éticos básicos que identificam fatores de riscos para o abuso de drogas e, ao mesmo tempo, ampara usuários e familiares, adotando estratégias de enfrentamento à situação de conflito.

No lançamento do programa também estarão presentes uma comitiva com representante da Embaixada dos EUA, a representante nacional do Amor Exigente, Lucia Pretti. O movimento organizado AE surgiu em Campinas, na década de 80, sendo formado por familiares de usuários de drogas. Atualmente, o programa conta com cerca de 1.200 núcleos espalhados pelo país, assistindo a aproximadamente 120 mil pessoas.


Etanol é vantajoso em apenas um estado do País

·         Goiás é o único estado brasileiro onde é vantajoso abastecer com etanol. No estado, o preço do combustível na última semana encerrada no dia 12 era de R$ 1,950, e o da gasolina, de R$ 2,863. Com esses valores, observa-se que a proporção etanol/gasolina ficou em 68% em Goiás, apresentando vantagem para os usuários de derivado da cana-de-açúcar.

O estado de São Paulo tem o etanol mais barato do Brasil, com média de R$ 1,886 o litro, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), com base nos preços praticados na última semana. No entanto, no estado, a gasolina continua a ser mais vantajosa e está saindo, em média, por R$ 2,662 o litro.

Para o uso do etanol ser vantajoso, é preciso que o litro custe menos do que 70% do preço do litro da gasolina. Se a proporção ultrapassar essa porcentagem, abastecer com gasolina torna-se mais apropriado financeiramente.

Brasil

De maneira geral, das 27 unidades federativas analisadas pela agência, o preço médio do etanol subiu em 13 estados e no Distrito Federal na semana encerrada no último dia 12. Na média nacional, o litro do etanol subiu para R$ 2,021. Já a gasolina recuou em 14 estados e ficou em R$ 2,745, na média. A proporção do preço do etanol com relação ao da gasolina, na média nacional, foi de 73% na última semana.

Veja, na tabela abaixo, os valores do etanol e da gasolina nas 27 unidades federativas avaliadas pela ANP e a proporção entre os preços dos dois combustíveis.

Levantamento de preços*
Estado
Gasolina
Etanol
Variação
Acre
R$ 3,118
R$ 2,511
80%
Alagoas
R$ 2,792
R$ 2,301
82%
Amapá
R$ 2,771
R$ 2,218
80%
Amazonas
R$ 2,890
R$ 2,337
80%
Bahia
R$ 2,590
R$ 2,004
77%
Ceará
R$ 2,719
R$ 2,151
79%
Distrito Federal
R$ 2,839
R$ 2,273
80%
Espírito Santo
R$ 2,838
R$ 2,406
84%
Goiás
R$ 2,863
R$ 1,950
68%
Maranhão
R$ 2,621
R$ 2,210
84%
Mato Grosso
R$ 2,993
R$ 2,119
70%
Mato Grosso do Sul
R$ 2,727
R$ 2,053
75%
Minas Gerais
R$ 2,829
R$ 2,183
77%
Pará
R$ 2,820
R$ 2,365
83%
Paraíba
R$ 2,526
R$ 2,124
84%
Paraná
R$ 2,702
R$ 2,005
74%
Pernambuco
R$ 2,601
R$ 2,137
82%
Piauí
R$ 2,664
R$ 2,284
85%
Rio de Janeiro
R$ 2,857
R$ 2,252
78%
Rio Grande do Norte
R$ 2,656
R$ 2,224
83%
Rio Grande do Sul
R$ 2,827
R$ 2,386
84%
Rondônia
R$ 2,994
R$ 2,430
81%
Roraima
R$ 2,814
R$ 2,451
87%
Santa Catarina
R$ 2,764
R$ 2,387
86%
São Paulo
R$ 2,662
R$ 1,886
70%
Sergipe
R$ 2,774
R$ 2,321
83%
Tocantins
R$ 2,936
R$ 2,061
70%
Brasil
R$ 2,745
R$ 2,021
73%
Fonte: ANP / * Por litro


16 de novembro de 2011

FHC vê rede de corruptos como herança de Lula

O maior desafio político da presidente Dilma Rousseff será desmontar o sistema de corrupção e de fisiologismo criado ao longo do segundo mandato do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva. A tarefa será essencial para garantir a governabilidade e preservar a democracia brasileira de danos maiores, advertiu o tucano Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil entre 1995 e 2002. A grande interrogação, afirmou Fernando Henrique, está na real capacidade de Dilma Rousseff executar esse desmonte.

'Espero que a presidente Dilma consiga avançar mais. Mas, para isso, ela terá de alterar as bases de sustentação do governo', afirmou FHC ao Estado ontem em Washington, onde participou da conferência Acabando com a Guerra Mundial contra as Drogas, organizado pelo Cato Institute. 'Se ela pode? Esse é o grande ponto de interrogação.'

Conforme explicou o ex-presidente, esse desmonte passa pelo fim da 'obsessão' gerada no segundo mandato de Lula de ampliar a base aliada do governo no Congresso Nacional, a partir de concessões de 'certos pedaços do Estado' ou do 'acesso a recursos' públicos por diferentes setores partidários. Fernando Henrique disse não entender a razão dessa necessidade tão premente no governo de Lula e lembrou ter o seu governo conseguido aprovar reformas constitucionais no Congresso sem valer-se de tal artifício.

FHC tentou poupar a presidente ao falar com o Estado. Em especial, de um naco de responsabilidade pela montagem desse sistema de corrupção e clientelismo no segundo mandato de Lula, que hoje mina o seu próprio governo. Para ele, Dilma Rousseff herdou esse modelo, tem sido 'sensível' às manifestações da opinião pública sobre os seguidos escândalos nos ministérios e enfrenta a incerteza sobre como e em quanto tempo se dará a recuperação do ex-presidente Lula.

Denúncias. Desde a posse da presidente Dilma, em 1.º de janeiro, denúncias de corrupção provocaram a queda de cinco de seus ministros. Três foram herdados de Lula, e um deles foi indicado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Envolvido em denúncias capazes de lhe custar o cargo, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), também fez parte do governo de Lula. PMDB e PDT são dois fortes pilares de apoio à administração de Dilma.

'Eu precisava de dois terços dos votos e fazia reformas na Constituição. Agora, o governo não precisa ter 400 deputados e 60 senadores o apoiando', constatou o ex-presidente tucano. 'Está faltando mais visão do que o governo pode. Se a presidente Dilma entender que ela pode mais, que ela não precisa de tanto (apoio no Congresso), quem sabe seja possível (desmontar esse sistema).'

O presidente argumentou não ser possível aceitar a corrupção e o clientelismo como males que 'sempre existiram' na política do País. Dado o sistema de fisiologismo montado nos últimos anos, a governabilidade está posta em risco e a própria democracia brasileira pode ser prejudicada. A mudança dessa situação, para ele, não depende apenas do governo, mas também da oposição. Porém, FHC não explicou como o PSDB e seus aliados poderiam contribuir.
Fonte: Estadão

14 de novembro de 2011

Movimento anticorrupção volta amanhã às ruas em 35 cidades

Em matéria divulgada no Estadão nesta segunda-feira (14), o movimento anticorrupção no Brasil, volta a se manifestar nesta terça, feriado de 15 de novembro em 35 cidades de vários estados brasileiro.
“Desta vez nós não temos os sindicatos, as associações de classe, a UNE, não temos partidos políticos. Nós temos uma manifestação genuinamente da sociedade, independente, apolítica, que não pode ser comprada pelo governo nem com cargos nem com recursos públicos, é precisamente a falta de liderança institucionalizada que fortalece o movimento”. É o depoimento de Gil Castello Branco, fundador de uma organização que fiscaliza os gastos do governo.


A fim de evitar as críticas, dez grupos responsáveis pelas marchas anticorrupção que foram às ruas nos feriados de 7 de setembro e 12 de outubro decidiram unir forças. A primeira ação conjunta foi agendar um novo protesto para amanhã. Desta vez, o movimento planeja ações em pelo menos 35 cidades. Além disso, os organizadores preparam, via redes sociais, um 'Manifesto Nacional' para ser levado ao Congresso.
A criação do manifesto é uma tentativa de encontrar propostas no entorno das quais o movimento possa se congregar para acabar com uma das principais críticas ao movimento: a falta de demandas políticas claras. Uma página foi aberta no Facebook para que as pessoas decidam quais reivindicações devem constar no documento. Qualquer um pode opinar. Até ontem, havia mais de 100 sugestões na lista de propostas. As favoritas são a aprovação da lei que transforma corrupção em crime hediondo, a destinação de 10% do PIB para educação e o fim do foro privilegiado para políticos.
'Esse manifesto vai reunir várias proposições. A idéia é conseguir 1 milhão de assinaturas', conta Daniella Kalil, que organiza os protestos em Brasília.