4 de julho de 2013

Secretário da Sedir visita Ibicaraí




Wilson Brito, secretário de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir)


O secretário de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), Wilson Brito, o Assessor de Projetos da Sedir, Atauapa Durão (Branco) e o Assessor Particular, Oldemar Freitas, estiveram na tarde de quarta-feira (03), em Ibicaraí, a convite do secretário de Agricultura Municipal, Carlos Durval Fraga (Kakalo). Na oportunidade, aconteceu uma reunião com representantes de comunidades rurais, secretários municipais, vereadores, líderes de partidos, parte da imprensa local e representantes da comunidade.
O Diretor de Esportes e radialista, Josevan Dias, fez o papel de mestre de cerimônia, montando a mesa com o vereador Klaus Farias (PP); o secretário de Cultura, Lula Sampaio; o Secretário da Sedir, Wilson Brito; o diretor da Agroindústria do Jacarandá e tesoureiro da Cooperativa de Leite das Bacias do Almada e Gongogi, Wilson Lima e o presidente do PP local Luizinho da Huanna. Em seguida, Carlos Durval Fraga (Kakalo) abriu a reunião falando da importância de construir duas pequenas pontes na região dos Quatros Porcos; Investir na Feira Verde da Vila Santa Isabel, com a implantação de novos equipamentos e a possibilidade de criar um apiário naquele local; e maior investimento com a compra de tratores e capineiras para atender as comunidades rurais do nosso município.
O secretário Wilson Brito agradeceu o convite e deixou as portas do seu gabinete abertas para uma futura visita do prefeito Lenildo Santana em Salvador e lembrou de alguns investimentos que já foram feitos em nosso município nos últimos 4 anos. Wilson disse que o Estado vai entregar 500 tratores para diversos municípios baianos e que colocará Ibicaraí entre as cidades beneficiadas.
Com relação a investimentos na Feira Verde e a construção das pontes na Região dos Porcos, o Secretário sinalizou de forma positiva e garantiu que conseguirá esses investimentos. Wilson afirmou que existem recursos e muitas vezes o recurso volta por falta de detalhes burocráticos por parte das Associações que representam essas comunidades rurais.
O secretário de Cultura Lula Sampaio lembrou que nossa região é uma região agrícola, e que precisamos de mais visitas como essa na nossa cidade. Lula falou também que é preciso que as comunidades rurais se organizem, para poderem reivindicar  melhorias. É necessário que o homem do campo esteja interessado em receber ajuda do Estado, e que mais representantes das comunidades rurais estejam presentes nesses eventos.
O agricultor Arnaldo Farias, representante dos agricultores da região dos Quatro Porcos, falou que vive em uma região de 13 propriedades rurais com aproximadamente 30 famílias. “É uma região rica, pois chove muito, produzimos cacau; criamos gado e plantamos nossas hortaliças. O nosso maior problema é o acesso. Precisamos de duas pequenas pontes para escoar nossa produção. A estrada ruim e a falta dessas pontes dificultam a visita dos Agentes de Saúde e tem prejudicado muito na educação dos nossos filhos. É muito difícil levar nossas crianças para a escola”, disse o agricultor.
O prefeito Lenildo Santana tinha outro compromisso, mas chegou na parte final da reunião com o vereador Flávio Ramos (PP), e lembrou que a marca da sua administração é a Agricultura Familiar. “Manter e dar um mínimo de atenção e infraestrutura ao homem do campo é nossa luta diária. Temos trabalhado incessantemente na recuperação das estradas vicinais do nosso município. A região dos Quatro Porcos é uma região que precisa de atenção e por isso pedi ao nosso secretário de Agricultura, Kakalo, que solicitasse junto a Sedir e ao secretário Wilson Brito a construção dessas pontes”, disse Lenildo Santana.



Secretário de Agricultura Municipal, Carlos Durval Fraga (Kakalo)


O agricultor Arnaldo Farias, representante dos agricultores da região dos Quatro Porcos


Na foto: O agricultor Arnaldo Farias, o Assessor de Projetos da Sedir, Atauapa Durão (Branco),o secretário de Desenvolvimento e Integração Regional Wilson Brito, Prefeito Lenildo Santana, Secretário de Cultura, Lula Sampaio, secretário de Agricultura, Carlos Durval Fraga (Kakalo), os vereadores do PP, Klaus Farias e Flávio Ramos
Texto Arnold Coelho - Fotos: Antonio Lima

3 de julho de 2013

Pacientes com Aids ficam livres de coquetel após transplante de medula óssea


Ilustração do vírus HIV Michael Freeman / Corbis

Dois pacientes infectados com Aids que passaram por um transplante de medula óssea - para combater um linfoma - pararam de tomar os antirretrovirais há semanas, já que o vírus HIV não se pronunciou mais. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, durante uma conferência internacional de Aids, na Malásia sobre casos ocorridos em Boston, nos EUA.
O sucesso destes casos lembra o de Timothy Ray Brown, o famoso “paciente de Berlim” que não tem sinais do vírus há cinco anos, desde que recebeu o transplante de medula óssea de um doador com um mutação rara, garantindo resistência ao HIV.
Os casos de Boston, assim como o de Berlim, não são viáveis como uma procedimento padrão para os 34 milhões de infectados no mundo pelo HIV, mas especialistas se animaram com os resultados, já que trata-se de mais um passo na longa e até agora infrutífera busca pela cura. Os resultados podem encorajar futuros projetos de reengenharia genética de pacientes infectados.
Pelo menos duas equipes já estão experimentando as variantes desta ideia, afirmou Steven G. Deeks, um pesquisador de Aids da Universidade da Califórnia, na Escola de Medicina de São Francisco.
A pesquisadora Françoise Barré-Sinoussi, uma das responsáveis pela descoberta do vírus e presidente do Encontro da Sociedade Internacional da Aids, que é realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, considerou a descoberta “muito interessante e encorajadora”.
Brown é considerado o primeiro caso de “cura do HIV”. Mas existem diferenças importantes entre este e os dos pacientes de Boston. Por exemplo, nenhum especialista em Aids, incluindo médicos do Brigham and Women’s Hospital que acompanharam os pacientes, usa a palavra “cura” para descrever o status deles.
A técnica usada neles envolve o enfraquecimento do sistema imune antes do transplante. É tão perigoso que é antiético executar o procedimento em alguém que não corre o risco de morrer de câncer, especialmente porque pessoas com HIV podem viver relativamente bem com o uso de coquetéis antirretrovirais.
- Mas não podemos falar de ‘cura’ - acrescentou a cientista. - O acompanhamento foi muito curto.
Um paciente parou de tomar o antirretroviral há sete semanas. O outro já tem 15 semanas. Nenhum vírus ou anticorpo contra o vírus foi encontrado na corrente sanguínea ou nos tecidos desde então. Normalmente, quando um paciente para de tomar o remédio, o vírus retorna geralmente em menos de um mês
- Poderia voltar em uma semana ou seis meses - disse Timothy Henrich, médico que tem acompanhado os dois pacientes. - Só o tempo dirá.
O processo pelo qual os pacientes passaram é arriscado - um terceiro paciente no estudo morreu quando o câncer retornou -, mas é um pouco menos do que o realizado por Brown, que tinha leucemia. Os três de Boston tinham linfoma.
A medula óssea dos pacientes de Boston, onde novas células do sangue são produzidas, foi apenas parcialmente destruída pelas drogas antes que eles recebessem a nova medula de doadores, um processo que tem de 15% a 20% de risco de morte, segundo Henrich.
Já a medula de Brown foi totalmente destruída pelas drogas e pela radiação em todo o corpo, um procedimento que mata 40% dos pacientes, e que foi feito apenas duas vezes até hoje. A nova medula veio de um doador que era geneticamente compatível e tinha uma mutação rara que torna a pessoa resistente à infecção do HIV. A mutação, conhecida como delta 32, cria células CD4 - as células brancas do sangue que atacam o vírus - em que faltam o receptor CCR5, a “porta” usada pelo vírus para acessar a célula. Os doadores de Boston não tinham esta mutação.


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Reestruturação de carreiras e ganhos reais beneficiam médicos e professores do Estado



Dois projetos de lei que beneficiam médicos e professores do serviço público estadual foram sancionados na manhã desta quarta-feira (3). O governador Jaques Wagner assinou a criação do Plano de Cargo, Carreira e Vencimentos (PCCV) dos médicos durante encontro com representantes de entidades do setor na Sala de Reuniões da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.
Aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia na última semana, o projeto de lei entra em vigor já neste mês de julho. Também nesta quarta-feira, Wagner sancionou o projeto de lei que estabelece a incorporação da gratificação por condições especiais de trabalho dos professores das universidades estaduais.
Entre outras conquistas, os médicos passam a ter uma carreira própria e independente, além de ganho real de 32%, ao longo do atual governo. “Esse plano estabelece um avanço em nível de Brasil, o que é um aspecto positivo para a categoria”, afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia, Francisco Magalhães.
OProjeto de Lei nº 20.366/2013 reestrutura as carreiras de médico e regulador da assistência em saúde, dos serviços públicos de saúde, e institui o PCCV. Assim, além de ganhos reais, a categoria terá progressão de carreira, qualificação profissional e recuperação dos valores das aposentadorias com reajuste de até 200%.
“É um marco histórico, após 30 anos de luta, e a Bahia passa, segundo as entidades médicas, a ter um dos melhores planos de cargos do Brasil, incluindo todos os médicos, pensionistas e aposentados”, disse o governador.
         O secretário da Saúde, Jorge Solla, explicou que o resultado de dois anos de negociações entre o governo estadual e as entidades médicas atende a uma reivindicação histórica. “É uma reivindicação antiga que corrige uma série de injustiças, melhorando a remuneração desses profissionais, e dá outra perspectiva de investimentos para a categoria”.
A remuneração mensal paga por plantão semanal de 24 horas, por exemplo, conforme o secretário, deve saltar de R$ 4.441,95 para até R$ 8.991,23, a depender da categoria do médico. A partir de abril de 2014, o valor ficará entre R$ 6.240 e R$ 10.577,90. Em 2007, os médicos recebiam menos de R$ 1.200 por plantão de 24 horas semanais.
Após o enquadramento inicial entre 2013 e 2014, o PCCV terá aplicado o primeiro processo de progressão, a partir de 2015, e o processo de promoção, a partir de 2016.

Incorporação ao vencimento básico será feita até dezembro

Acordado com as associações dos professores das universidades estaduais, o Projeto de Lei nº 20.353/2013 estabelece que a gratificação por condições especiais de trabalho desses profissionais será incorporada completamente ao vencimento básico até dezembro deste ano.
Serão beneficiados os professores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).
A remuneração de um professor adjunto, que em 2006 era de R$ 3.165,87, passará para R$ 6.599,84, no próximo ano. Já o valor recebido por um professor assistente saltará de R$ 2.517,02 para R$ 4.978,53, além das vantagens pessoais.

ggm/om   3.7.13

Terminais privados do Porto Sul são autorizados pelo governo federal



Os terminais do Complexo Porto Sul, a serem construídos em Ilhéus (BA), constam da lista dos 50 terminais de uso privado autorizados nesta quarta-feira (3) pelo governo federal, durante evento no Palácio do Planalto.
O Terminal de Utilização da Zona de Apoio Logístico, da Sociedade de Propósito Específico (SPE), e o Terminal de Uso Privativo (TUP), da empresa Bahia Mineração (Bamin), são os primeiros terminais privados na Bahia autorizados pela presidente Dilma Rousseff após a nova legislação portuária brasileira Lei nº. 12.815, de 5 de junho de 2013.  
Segundo o Palácio do Planalto, serão R$ 11 bilhões de investimentos privados que vão contribuir para remover os entraves do setor, aumentar a capacidade portuária e elevar a concorrência, com mais eficiência e menor custo logístico. O Porto Sul receberá cerca de 50% desse valor – são R$ 5,6 bilhões de investimentos privados no porto baiano.
A inclusão dos terminais do Porto Sul na primeira seleção do governo federal foi comemorada pelo secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa. “Fazer parte dessa seleção é fundamental para a Bahia. Com a inclusão dos terminais, temos mais um passo concreto para o novo porto”. Ele também ressaltou que o investimento privado no setor portuário traz celeridade aos projetos e reduz custos. “O Porto Sul será o que receberá o maior montante de investimentos”.
De acordo com o secretário, o governo da Bahia, em consonância à nova legislação, prepara o lançamento do edital de chamamento público que constituirá a SPE. “Estamos finalizando o texto, e vamos escolher as empresas que serão parceiras do Estado no empreendimento”.
A previsão é que até o fim deste ano a construção do porto comece. O Porto Sul movimentará cargas de todos os tipos de granel e cargas em seus diversos acondicionamentos, com estimativa, no 25º ano de funcionamento, de operar 100 milhões de toneladas/ano.